Crônicas de Tarcízio Ildefonso Costa

QUANDO A BANDA PASSAR

Apesar do zum… zum… zum…, vai faltar um. Que seja somente um.

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A BANDA MOLE provavelmente sentirá a falta de um contagiante sorriso em sua próxima apresentação, na marca registrada de um componente assíduo do evento. Porém, essa ausência não deixará de ser notada somente pela Turma das Peladas no DOM ORIONE. Esse foi o local onde esbanjou Alegria, quando convivia com todos os “Peladeiros” e Amigos. Exemplo a ser admirado como Filho, sempre Abnegado e Responsável por liderar uma Família de irmãos e sua estimada e carinhosa Mãe. ELE partiu. Todavia, nos deixou uma Filha maravilhosa, de transmissível simpatia, além da querida esposa e sua Netinha que não chegou a conhecer! No seu “modus vivendi” nos deixou um modelo de Tranquilidade, Benevolência e Compreensão, inclusive, para com aqueles que, por algum motivo, tentaram denegrir a sua Serenidade. Inimigos? Nem pensar! Caso raro nos dias atuais! Por tudo isso, receba nossa Perene Gratidão pela oportunidade do convívio e de o termos como Amigo e Companheiro. O seu Sorriso jamais será esquecido, pelo simples fato do mesmo ser Eterno!

Até mais, Amigo ADILSON SOARES DA SILVA!


SUMIÇO DO LEÃO

“Quase todo mundo é capaz de encontrar uma razão para se queixar de alguma coisa”. - Madeliyn Dunham Lee

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O que vai aqui não é nenhum queixume e nem protesto, e sim talvez, uma grande dor pelo que estão fazendo com a nossa querida LAGOINHA. Sabemos que o progresso é como um drible numa partida de futebol, em determinadas situações, torna-se necessário.

Há muito tempo perdemos três dos mais famosos símbolos do Bairro, senão vejamos: O Bloco “LEÃO DA LAGOINHA “, que abrilhantava as Batalhas Carnavalescas patrocinadas pelos “DIÁRIOS ASSOCIADOS” e pela “FOLHA DE MINAS”, jornais estes de maior circulação na Capital.

Qual saudosista não se lembra do (maestro) JOÃO GALO comandando os foliões caracterizados com indumentárias femininas, onde MUNIR, ZIEDE, CHIMANGO, MARIO TOCAFUNDO, RUBENS, GUARÁ, ROMEU, ARMANDO, PEDRO SEM ALMA, TILIM, VICENTE, SOÉ, GERALDO COSTA, MACARRÃO, MICHILIN, JUGANGO, PIRATA, NEM TRUPICÃO, ZÉ NUNES, BABÃO e tantos outros que nos fogen à memória, onde abrilhantavam os referidos Desfiles, de uma maneira saudável e engraçada.

Depois, o próprio Time de Futebol do “TERRESTRE ESPORTE CLUBE”, que tantas alegrias proporcionou aos aficionados torcedores do Esporte mais popular do Brasil. Isso tudo, fa famosa “CASA DA LOBA”, na Rua Itapecerica. Não é de dar pena?

Pois bem , no momento atual, voltamos a sofrer novamente com a chamada “Revitalização do Bairro”. A Saudade voota a “Atacar” nossas reminicências, quando observamos as Máquinas ditas do progresso destruindo nossos antigos pontos de referẽncias. Começando pela Fábrica de Macarrão MARTINI, na Av. Presidente Antônio Carlos com a Rua Ortose; o Restaurante BANDEIRANTES, onde Boêmios se misturavam com as meninas da profissão mais antiga do mundo, transformando o ponto, um tanto quanto “barra pesada”; o Restaurante MAZITO, este sim, mais selecionado, onde parte da turma da “BANDA MOLE” vestibulou nos comes e bebes, principalmente, nos bebes, cujo estabelecimento deu muito panop para manga, assuntos comentados até os dias de hoje.

A Rua Diamantina que agora, parte da mesma só tem um lado. Até a casa da ex Rua Rutilo, da saudosa D. Dolores, emérita e antiga professora do Grupo Escolar “Silviano Brandão” já era, soçobrou.

Imaginem o Cine SÃO CRISTOVÃO, que foi nossa escola de cinema, onde, de tão assíduos, aprendemos algumas palavras em ingles, e admiramos astros famosso da sétima arte. Era nossa redação já que não tinhamos a máquina de fazer doidos, aTV e muito mmenos, os infernais computadores!

Como disse o célebre estadista Winston Churchill: “Pois isto não é o fim. Não é nem seqwuer o começo. Mas talvez seja o fim do começo.”


JUNTO COM A BANDA MOLE

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Muito se falou e se escreveu sobre a banda Mole. Relembrando o saudoso, amigo e jornalista Plinio carneiro, há de se interpretar como uma Banda não muito mole, já que até hoje em dia é notório a sua presença. Embora sua evolução só se concretize uma vez por ano.
Em sua crônica la pelso idos do ano de 1970, o jovem escriba já anotava: “Uma turma de rapazes oriundos e tambem procedentes do Bairro Lagoinha, cresceram, ganharam dinheiro, ficaram bobos e se casaram. Mais tarde, se reuniram numa sociedade litero-etílico-muical e fundaram a “República Independente da Banda Mole.”

Com entrevistado e, segundo um dos seus fundadores, Helvécio Goes Trotta, o nome da fanfarra não tem nada a ver com o duplo sentido. Sua origem vem de pessoas mais velhas. Pois o velho é geralmente mais vagaroso, mais mole. Daí o nome “Banda Mole”.

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Muito interessante o tema da crồnica do jornalista, analisando o nascimento, os fundadores e membros da Banda. Claro que, agradar a todos com a maneira saudável de alegria e bom humor, é de fato, uma tarefa difícil; diriamos impossível. Comparando, como uma pessoa pode admirar, apaudir e quase morrer de rir dos filmes Charles Chaplin, o popular Carlitos, e outras simplesmente não acharem graça nenhuma neste gênio do cinema? Talvez ai, reside a longevidade da Banda Mole.

Acredita-se que o humor sempre subjugará a melancolia, principalmente em se tratando do sofrido povo brasileiro.

Lamentavelmente, alguns dos fundadores há se foram. “Deram baixa”, como diria Plinio. Mas a vida continua! E os demais companheiros estão ai firmes, que nem compota de gelatina.

Independente como sempre foi, a Banda não discrimina credo, raça, sexo ou seja, la o que for. Razão pela quakl, sua grandeza se espelha com consequente crescimento de componentes ano aṕs ano. O folião não quer ver a banda passar. Quer é passar junto com Banda.

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